Você se lembra quando eu chorava por medo de um dia te ver ao lado
de outra? Ou quando eu imaginava tal coisa e passava a tremer por dentro? Eram
situações um tanto quanto estranhas, confesso. Eu acabei me perdendo em meio a
devaneios confusos e tortuosos, eu comecei a acreditar em coisas que nunca
iriam acontecer, e a minha vida se resumia em sonhos tolos, apenas isso.
Durante um tempo da sua vida, você começa a errar, e automaticamente colocar a
culpa em outras pessoas também; parece que algo no fundo te diz que você não
pode assumir a responsabilidade, talvez medo, talvez insegurança, não importa o
que é, você apenas faz. Você acaba convivendo com isso, acaba aceitando e
quando se dá conta, já é uma rotina para você, já é totalmente normal. Mas com
o passar do tempo as coisas vão acontecendo e tomando rumos diferentes, e antes
o seu “eu” que vivia com medo de assumir alguma coisa, passa a amadurecer e
perceber que nem todos a sua volta são os verdadeiros culpados pelas coisas que
acontecem ou aconteceram na sua vida. Sim, eu estou mudando. Eu não posso dizer
que sofrer por você é passado, simplesmente seria demais para mim; eu não posso
agir naturalmente quando me dizem o seu nome, pelo menos não ainda. Acredite querido,
mas a garotinha que antes sofria - e sofria calada - por você agora está se
tornando mulher, está se tornando dona dos seus próprios atos, e agora é assim:
Quer brincar? Então vai ter que entrar no meu jogo, e aceitar as minhas regras.
Tornei-me fria? Insensível? É, talvez, mas para cada ato há uma consequência,
não é mesmo? E de tanto quebrarem o meu coração eu aprendi a me defender
sozinha, eu aprendi a ver a vida agora com outros olhos {…} É, as pessoas
realmente mudam.”

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