Nessa idade ela deveria se
importar com as baladas, os romances, enfim, ela deveria pensar em curtir a
vida. Mil coisas estão a sua frente, mas ela só pensa em uma… o
isolamento. Muitos a julgam maluca e dramática por pensar tanto nisso. Mas
esses mesmo, não sabem o que ela passa dentro de sua própria casa, e de como é
difícil ter que fingir ser uma pessoa que ela não é a muito tempo. As coisas
mudaram, a vida sempre cobrando demais dela, nunca dando um trégua. Ela tentava
manter o pensamento positivo, torcia para que tudo passasse e rezava todos os
dias agradecendo pelas coisas boas, e também pedindo para que essa tempestade
fosse embora logo. O tempo foi passando e nada da dor ir embora.Ela
começou a desanimar. Até que então, encontrou mais força nos seus amigos.
Sempre com um sorriso no rosto, uma piada na ponta da língua e uma gargalhada
presa na garganta. Se ela não podia ser feliz, tentaria fazer as pessoas que
tanto amava sorrir. Isso a fazia feliz. Ela sentia saudade também… do tempo em
que ela era inocente, em que as coisas eram fáceis e ela só precisava
de coisas simples para ser feliz. Nunca ninguém disse o quão era difícil
essa história de crescer, criar responsabilidades e perceber que nem tudo é
como a gente quer. Ela era do tipo que passava horas imaginando seu
futuro, via os contos de fada e sonhava com seu principe encantado. Achava que
ele viria num cavalo branco e a salvaria da torre mais alto de seu castelo; ela
estaria com aquela roupa de princesa, linda. E ele, com uma roupa tipica de um
principe, com uma espada presa em sua cintura. Porém, todos esses sonhos foram
destruídos. Sim, ela desistiu. Sente vergonha disso, mas é parte dela, e
não adianta esconder. Teve várias decepções, entre elas, sobre amor,
amizade, família e até sobre si mesma. Com essas decepções vieram de presente,
a frieza, a solidão, e a dificuldade de se relacionar. Sempre criando uma
barreira invisível impedindo a aproximação das pessoas, tudo isso,
para evitar sofrimentos. Encontrou enfim, pessoas verdadeiras, e que queriam
seu bem; mas ela, como sempre, estragou tudo… ela não sabia como agir quando
via alguém que tanto amava mal, precisando de ajuda. Metia os pés pelas mãos,
se confundia inteira, e no fim, mais uma vez, se afastava. Esse vai e vem dela
sempre a cansou, sempre a feriu. Se sentia como uma bomba prestes a
explodir. No fundo, ela era uma pessoa que só queria ser feliz; queria
alguém que gostasse dela mesmo com seus mil defeitos, que não tivesse a
intenção de magoa-la nem de iludi-la. Ela queria se sentir bem consigo
mesma e com as pessoas ao seu redor…queria se sentir completa. Só isso;
mas ninguém a entendia, e ficava cada vez mais difícil continuar.

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