As lágrimas escorrendo. Uma angústia
profunda que se mistura a um sentimento de inconformismo e decepção. Tudo
isso tem motivo? Muitas vezes sim. Na adolescência, é comum não o ter. Às
vezes, os motivos permanecem ocultos por um tempo e se
manifestam através de pequenas decepções, que só serviram de acúmulo, o
que faz parecer a reação da pessoa desproporcional. Outras vezes, somos
desproporcionais mesmo. Ou melhor, desproporcionais não, somos proporcionais,
mas não à expectativa dos outros, mas ao nosso sentimento. Algo banal no consenso
pode não o ser para nós. Podemos dar uma importância grande demais a coisas que
não a merecem, ou merecem, porque internamente nos fazem bem. Não criemos
expectativas, porque agora ou posteriormente resultarão em uma decepção.
Nenhuma pessoa é perfeita nem imutável. Elas sempre nos decepcionarão, mesmo
que involuntariamente. Devemos sempre superar tudo isso e viver nossa vida.
Lamentar não adianta. Não podemos mudar os fatos, nem descobrir a verdade,
quando não a presenciamos. Somos obrigados a acreditar na perspectiva criada
por aqueles que a presenciaram. Muitas vezes, ela está errada e morremos sem
saber. Outras vezes, sabemos da verdade e nos recusamos a acreditar, ou ficamos
eternamente em dúvida. Tudo isso faz parte da vida. A tão complicada
vida, onde tudo tem suas vertentes no nosso imaginário, confuso e
embaçado.

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